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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre CD's e palavras

Metatexto: é como uma carta com o mesmo remetente e destinatário. Não é exatamente o que farei aqui, mas era minha intenção inicial. Acho que se encaixa, pois vou falar de palavras, e não de mim. A fragilidade e volatilidade das palavras é fator crucial para decidir o rumo e o ritmo da história, da conversa, do texto e até do pensamento. Como elas se comportam quando inseridas junto a outras palavras, como a delicadeza delas pode construir um texto primoroso. Ou como a falta de domínio delas pode arruinar seu TCC e seus relacionamentos.
Quem tem que saber a melhor maneira de usá-las é você mesmo. Mas elas têm que estar ao seu dispor, você precisa sabê-las e entendê-las para, enfim, colocá-las em seus devidos lugares.
É como organizar uma prateleira com livros ou CD's por temas. Você só colocará Rock na prateleira do Rock se souber o que é Rock, certo? Senão, pra que organizar? 
Com as palavras, é assim. Sabendo como e quando usá-las e quais delas usá-las, chega-se a qualquer lugar. Existem as palavras adequadas para os mais variados assuntos, e não é só o bom senso que dita isso. O que dita mesmo é o VOCABULÁRIO. 
1. Para pacíficos: "Olha, eu entendo o que você disse, mas não concordo com algumas coisas."
2. Para agressivos: "Não entendo, não quero entender e foda-se você e o seu egoísmo."
3. Para mentirosos: "Veja bem, acho que você não entendeu direito..."
4. Para dramáticos: "É você quem não quer entender a minha fragilidade."
5. Para passionais: "Mas eu te amo tanto, nem comi minha salada pensando em você. Não entendo o porquê disso."
6. Para as crianças: "Não quero, não quero, não quero. Não estou escutando, lalalalala..."

Entendeu? Reggae na prateleira do Reggae, Rock na do Rock, Pagode na do Pagode, MPB na de MPB e Pop na do Pop, e Xuxa e Restart na prateleira de Infantis & Cirandas, respectivamente. É claro que tem a prateleira dos variados, aquela em que têm CD's de trilha de novela, que são comparadas a jogar conversa fora, tem a seleção de Love Songs, que são análogas ao nhenhenhém dos amorzis. Mas tudo tem que estar em seu devido lugar.
Por exemplo, sabe aquela pessoa que não tem pudor pra falar? Essa é uma pessoa que põe um CD de Rock na prateleira do Samba, não sabe escolher as palavras adequadas à situação. 

Se você organiza sua prateleira de CD's ou sua pasta de músicas de acordo com o gênero, por que não fazer o mesmo com as palavras? Organização e vocabulário são fundamentais para que você não dance conforme a música alheia. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cirurgia mental: como ser mulher?

Mais uma noite em claro, mais milhões de coisas pra pensar e pra me preocupar.
Seria ridículo procurar no Google "Como crescer", "Como criar maturidade", "Como se tornar mulher". Não haveria resposta. E se existisse, mais teoria não me agregaria nada. Exceto em relação a se tornar mulher, por denotar muitos outros sentidos que envolvem desde cirurgias plásticas até o ponto onde quero chegar, que é a cirurgia mental.
Mulher eu já sou geneticamente e por opção sexual, mas a questão não é essa, óbvio. A cirurgia mental diz respeito a muitas outras coisas. De repente, inquieta, levanto a cabeça do travesseiro atrás de uma resposta. Não sei discutir com propriedade sobre sociologia, política, história, matemática, música, medos, sonhos conflitos do Khadafi. Nada. Achei que fazer uma faculdade pública e namorar bastassem. Não bastam, ninguém vive de amor e teoria. Mero acaso, meras decorebas... Fui mais uma criada do sistema pra responder o que eles queriam na FUVEST. E na verdade, queria ser completa, queria usar minha cabeça pra coisas boas. No fundo, sempre soube que deveria perseguir um ideal, que só isso me deixaria menos ansiosa e inquieta.
Mais do que isso, cheguei à conclusão de que as pessoas não precisam de pessoas que as completem, e sim de atividades, preferências, hobbies. Só estando completas ou procurando isso, é que encontrarão alguém pra dividir essa bagagem. Não tenho bagagem, só tenho bobagem. Há quatro anos, reparo nas pessoas que conheço e no caminho ótimo que suas vidas estão tomando. Ao invés de tomar como exemplo e perseguir meu objetivo, qualquer que seja ele, permaneci na estaca zero. De nada adiantou largar tudo ou simplesmente não progredir por conta de pessoas que me impediam. Agora eu me vejo diante de um impasse: ou cresço, ou desapareço.
Ainda dá tempo de crescer, de saber de tudo, e não apenas preço, praça, produto, promoção, consumidor e o que fazer com ele e com seus pensamentos malucos. Cursar Marketing deveria ser um complemento na minha vida, aliado a tudo o que eu já sei. Mas não sei de nada, não sei como me imagino em dez anos profissionalmente, não sei que objetivo perseguir, não sei que assuntos me apetecem conversar, não sei como vim parar aqui. Aliás, como vim parar aqui, eu sei: falha no anticoncepcional, mas isso não vem ao caso. Tanta, tanta, tanta teoria sempre, que procuro uma explicação sobre o que é isso tudo.
Mais uma crise existencial, dessa vez com o propósito de ser resolvida. Agora vai, sem vaselina! HAHAHA