Mais uma noite em claro, mais milhões de coisas pra pensar e pra me preocupar.
Seria ridículo procurar no Google "Como crescer", "Como criar maturidade", "Como se tornar mulher". Não haveria resposta. E se existisse, mais teoria não me agregaria nada. Exceto em relação a se tornar mulher, por denotar muitos outros sentidos que envolvem desde cirurgias plásticas até o ponto onde quero chegar, que é a cirurgia mental.
Mulher eu já sou geneticamente e por opção sexual, mas a questão não é essa, óbvio. A cirurgia mental diz respeito a muitas outras coisas. De repente, inquieta, levanto a cabeça do travesseiro atrás de uma resposta. Não sei discutir com propriedade sobre sociologia, política, história, matemática, música, medos, sonhos conflitos do Khadafi. Nada. Achei que fazer uma faculdade pública e namorar bastassem. Não bastam, ninguém vive de amor e teoria. Mero acaso, meras decorebas... Fui mais uma criada do sistema pra responder o que eles queriam na FUVEST. E na verdade, queria ser completa, queria usar minha cabeça pra coisas boas. No fundo, sempre soube que deveria perseguir um ideal, que só isso me deixaria menos ansiosa e inquieta.
Mais do que isso, cheguei à conclusão de que as pessoas não precisam de pessoas que as completem, e sim de atividades, preferências, hobbies. Só estando completas ou procurando isso, é que encontrarão alguém pra dividir essa bagagem. Não tenho bagagem, só tenho bobagem. Há quatro anos, reparo nas pessoas que conheço e no caminho ótimo que suas vidas estão tomando. Ao invés de tomar como exemplo e perseguir meu objetivo, qualquer que seja ele, permaneci na estaca zero. De nada adiantou largar tudo ou simplesmente não progredir por conta de pessoas que me impediam. Agora eu me vejo diante de um impasse: ou cresço, ou desapareço.
Ainda dá tempo de crescer, de saber de tudo, e não apenas preço, praça, produto, promoção, consumidor e o que fazer com ele e com seus pensamentos malucos. Cursar Marketing deveria ser um complemento na minha vida, aliado a tudo o que eu já sei. Mas não sei de nada, não sei como me imagino em dez anos profissionalmente, não sei que objetivo perseguir, não sei que assuntos me apetecem conversar, não sei como vim parar aqui. Aliás, como vim parar aqui, eu sei: falha no anticoncepcional, mas isso não vem ao caso. Tanta, tanta, tanta teoria sempre, que procuro uma explicação sobre o que é isso tudo.
Mais uma crise existencial, dessa vez com o propósito de ser resolvida. Agora vai, sem vaselina! HAHAHA
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