Quando eu era pequena era permitido fumar em qualquer lugar... e todo mundo fumava, nada de dizer que isso tem cara dos anos 1970.
Ainda me lembro, em 1990 e alguma coisa, do comercial do Derby Light e o jingle:
"Derby Light chegou pra conquistar o Brasil... e com o Derby o seu sabooor!"
(Procurei o vídeo no Google, mas não encontrei)
Até os meus 7 anos e enquanto o meu avô ainda podia fumar, essa era a minha referência de cigarro. Se um dia eu fosse fumar, fumaria o Derby com muito orgulho e copiaria a expressão do meu avô fumando o "pijaminha" (aquele antes de dormir). Imaginava a cena, não curtia o tal do cowboy porque ele não era do Brasil, pensava.
O tempo passou e em 2005 resolvi experimentar um cigarro pra ter uma empatia com a minha mãe. Fomos à padaria, eu e mais duas amigas e pedimos... pasmem, três Derby Light soltos, R$ 0,15! E na pracinha consumamos o ato e consumimos o cigarro... Terrível.
A partir de então virei anti-tabagista, com a sensação de que tinha atirado meia dúzia de biribinhas garganta abaixo. E descobri que não era preciso ter muito orgulho pra fumar um Derby; e sim, muito pulmão ou abstinência.
Aos 16 fui atingida por uma desilusão amorosa e passava o dia no bar, fumando e bebendo.
Aos 18 voltei com esse cara. E também aos 20. Hoje estou com ele e com o Marlboro.
Preciso deixar isso registrado porque se me desiludir de novo, eu juro, me afastem do Derby!
Derby light era o cigarro da minha mãe, hoje em dia é o Free Light, mas quem disse que ela deixa eu chegar perto? Alguém explica pra ela que desilusões amorosas e cobranças do cliente deixam a gente assim? Tamo junto, Gá.
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